quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Que 2011 seja melhor, muito.

E é mais um ano que está a acabar. Mais um ano que se apaga da hipótese de voltar atrás, que não tem botão de retorno e que toma agora a posição de apenas “recordado”. Fica como que encurralado no passado de cada um, e começa para todos da mesma forma, para uns mais e para outros menos feliz. As lembranças ocupam o lugar de pistas para podermos avaliar o nosso ano passado, o nosso 2010.
Quando criei o blog não estava a passar uma boa fase. Na altura, não tinha noção de muitas coisas. Talvez tivesse ainda crenças muito infantis e, quando o mundo desabou sobre mim, descobri que nem tudo podia ser “à minha maneira” e não podia ter tudo o que queria, tudo como havia sonhado. Dependia muito dos outros para ser feliz! Essa experiência tornou-me no que sou hoje, não sei se melhor ou pior, mas uma coisa é certa, alguma coisa aprendi, o que não quer dizer que não venha a cometer os mesmos erros. Pelo menos, hoje vejo o mundo de uma maneira muito diferente, talvez tenha crescido, porém, nunca o suficiente.
Na altura precisava de ocupar a cabeça e o tempo, achava que tinha jeito para escrever. hoje sinto que não tenho jeito nenhum. As minhas próprias lamechices começaram a irritar, até que tentei deixar de ser assim, comecei a achar os meus desabafos ridículos e “mais do mesmo”. Apesar dos sentimentos ainda estarem muito à flor da pele, eu começo a aborrecer-me, a revoltar-me e até a culpar-me por ainda sentir o que sinto e, de certa forma, ainda esperar por ti. E há alguma coisa que me bloqueia a escrita. Aí pergunto-me se o blog durará muito mais tempo que isto, limito-me a postar textos vazios e imagens. Sinto que a inspiração acabou. Não tenho nada de importante para escrever e o que escrevo parece-me insignificante, sem sentido. Já pensei muitas vezes em não voltar a postar, porque tudo me leva ao lamento que grande parte deste meu 2010 foi por tua causa! Tentando ser mais forte que tudo, a cada dia. Mas subtilmente vou esperando que alguma ideia surja. De certa forma, sinto uma ligação a este blog, confesso!, tudo o que um dia senti por ti, liga-me a este blog, mas não prometo nem garanto nada… siga 2011!

obrigada a todos os que me ouviram, apoiaram, e até que ocuparam algum tempo a ler as minhas publicações, acabaram por tornar melhor o meu 2010 * obrigada!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Como?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

.


Hoje voltei a ver-te.
Não precisava nada, já que sem te ver, os meus dias correm bem melhor, correm bem!
Agora se ando preocupada se te vejo ou não, vai-se a boa disposição e reina a ânsia e um q.b de raiva à mistura.
Mas hoje eu estava calma, naquele minuto eu não estava à espera, naquela hora nem pensei em ti.
Ainda por cima logo de manhã? Oh, antes fosse ao final do dia, assim podia ir para casa e adormecer numa espécie de sobressalto por um pesadelo qualquer.
Vinhas com aquele teu sorriso, que já nao sei se hei-de tomar como verdadeiro ou não, seja para mim, seja para outra pessoa qualquer.
Não sei, acho que já não tens o mesmo significado, mas são estes momentos que me fazem ter duvidas, e escrever.
Porque ao ver-te, o meu coração apertou-se de tal forma que era capaz de rebentar de ciume e de outras coisas muito pouco boas, infelizmente.
E depois fiquei sem palavras, como se já não ouvisse o que me rodeava, como se naquele momento fosse só eu e tu lá fora a começar o teu novo dia, e a minha vida dependesse disso! E isso faz-me pensar no quanto significas afinal!
Mas não! A minha vida não pode depender destes meros momentos que me fazem questionar o que eu própria sinto, ou penso que sinto e não sei se sinto, enlouqueço! Quero muito que chegue ao fim.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Soraia

Ultimamente não me tem apetecido chegar aqui e escrever, não sei, parece que não sai nada, ou que não há tempo para deixar que saia, está tudo num reboliço. A cabeça, o coração, a vida!
Ao recomeçar agora a escrever apeteceu-me referir-te, apeteceu-me mesmo.
Nos últimos tempos o que mais tenho tentado é ultrapassar medos, fantasmas, incertezas, receios, um passado que não consigo deixar, por nada. Apesar de muitas tentativas serem em vão, outras não o são. E principalmente quando estás lá! Ou porque mandas uma piada, por mais seca que seja, que me faz sempre rir, sempre. Ou porque me fazes ver com a tua forma de estar, dia-a-dia, que nada importa mais do que o nosso bem-estar e o daqueles que nos são mais próximos e de quem gostamos minimamente, e os outros são isso mesmo, os outros. O que importa é nós gostarmos de nós proprios, senão quem vai gostar, não é?
A sério que te tens revelado uma grande ajuda, mesmo sem teres consciência disso, se calhar. Mas só pelo facto de chegares ao pé de mim com um sorriso de orelha a orelha, faz-me ver o dia de outra maneira, parece que não há nada que te deite abaixo, que és forte! E és, és mesmo. A capacidade que tens de sorrir perante tudo, é inigualável. Porém, já vi os teus olhos castanhos embaciados, mas também encarei isso como um sinal de confiança entre tu e eu, depois daquela conversa que tivémos. Uma de muitas já.
Obrigada, obrigada a sério pelos 'levas nas unhas' quando eu digo que tenho medo, tu sabes.


Ah, podes achar lamechas eu estar a escrever isto, eu deixo! :)

sábado, 30 de outubro de 2010

Um sonho



Há qualquer coisa de profundamente irresistível nos homens que nunca deixam de ter ar de rapazes que jogam à bola e vão a pé para o liceu. O olhar aceso de quem acabou de roubar chocolates da dispensa, o andar seguro, os cabelos sempre despenteados, as mãos claras, direitas e sem marcas do tempo e o riso tímido como se fosse sempre a primeira vez. São meninos para sempre e podem viver para sempre no coração de uma mulher.
Tu és assim uma espécie de rapazinho capaz de grandes tropelias que esconde a idade atrás da candura que nunca perdeste, apesar de todas as marcas que foste herdando dos dias. A infância guardada numa caixa escondida debaixo da cama, a adolescência dos copos e das drogas leves, a primeira vez que andaste à pancada, o medo do outro ser mais forte e de se rirem de ti, a vontade de sair de casa e abraçar o mundo, e depois a solidão repartida entre as raparigas que desejaste e nunca tiveste, as que tiveste mas não desejaste realmente, e a(s) outra(s). A que te incendiava o corpo e ao mesmo tempo te deixava o coração em pedra porque nunca sabias o que fazer com o amar tão intenso que ela te transmitia, o mais verdadeiro.
Mas vais crescer, hás-de crescer!, e perguntarás à tua imagem quem és tu afinal, a viver uma realidade que não é tua nem de ninguém, em que já perdeste uma ou duas raparigas que não soubeste ou quiseste amar da forma certa, aquela que faz com que as pessoas continuem juntas pela vida, como se tivessem sido separadas à nascença e um fio invisível as voltasse a unir, para sempre. E perguntarás à tua imagem onde vês um homem mais ‘baixo’, menos belo e menos inteligente do que na realidade pensavas que eras, se essa tal rapariga que já passou pela tua distracção pode voltar a ser tua, trazida pela divina providência, vestida de primavera com os cabelos bem esticados e compridos e um sorriso tão sem idade como o teu. imaginas a sua chegada como se descesse de um baloiço suspenso das nuvens, os braços estendidos, o cheiro adocicado da pele clara, a boca a pedir atenção e o olhar a perguntar-te se a vais escolher, quando foi ela que já te escolheu e só te está a dar a ilusão de que és tu que mandas na tua vida.
Ao espelho, onde vês o reflexo entre aquele que és e aquele que pensavas ser, respiras fundo e desejas realmente que ela volte, mas não demasiado cedo para te assustar nem demasiado tarde porque entretanto pode aparecer outra e tu vais deixar-te ir, convencido que é essa e não eu, a mulher da tua vida.
O que tu não sabes, meu querubim cansado, é que do outro lado do espelho eu te vigio, como se fosse o teu avesso e te protejo em sonhos, como se fosse o teu presente, e te desejo, como se pudesse ser o teu futuro, como aliás já estive tão perto de ser.
Mas é ainda demasiado cedo, é ainda tempo de guardar no silêncio dos dias a vontade de te querer. Por isso respiro fundo do outro lado da tua imagem, sentada no baloiço, lá mesmo em cima, para que não me vejas, e espero (...) espero que um dia dês o salto para o outro lado da tua vida e sejas quem sempre sonhaste para que te vejas ao espelho como eu já te imagino um dia, e como tu já és realmente, bem lá no fundo, e me convides a saltar do baloiço e a correr contigo, para o outro lado.

                                Feito por mim, com ideias de um excerto de Margarida Rebelo Pinto *

quinta-feira, 28 de outubro de 2010



 
Não gosto de me lembrar de ti, não gosto de ver quem te conhece, não gosto da sensação de passar por sítios onde sei que também passas, não gosto de ter receio de te encontrar em cada sítio para onde vou, não gosto de sentir pena pela vida que levas agora, não gosto de pensar que não sentes nada quando passas por mim como um desconhecido, não gosto da tua indiferença (...)
Odeio pensar que ainda te amo!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Olá dezoito anos

Hoje acordei com um peso maior nos ombros, o peso dos dezoito anos, o número da maioridade e do " ja és uma mulherzinha (...) ".
Não sei se ja sou uma mulherzinha, porém considero que sempre o tentei ser, não apenas agora que ja tenho a força da idade. E foi a força da idade que me fez acordar hoje com um novo alento, uma nova vontade, um novo incentivo à vida, à minha vida, àquela vida que ja pensei em deixar por razões que cada vez se vão revelando mais insignificantes.
Se hoje cresci mais um pouco, não foi só de números, pode ser sim um início de uma nova etapa, com novos objectivos, com novos rumos e, acima de tudo, com novas pessoas!
Agora é entre a vida e eu própria.
O objectivo comum a todos? Ser feliz! Tenham 13, 16 ou 18 anos, é sempre um objectivo, senão o primeiro. Porém, em cada fase à sua maneira. Estará essa tarefa agora a tornar-se cada vez mais difícil? Acho que sim (...) Mas alguém me disse hoje que " ‎para mim, uma pessoa ser ou não ser maior, não se prende com a idade. Digo isto especialmente para te afirmar que, desde que te conheço mais de perto, sempre te considerei uma pessoa maior, sabes o que queres, tens personalidade e carácter, coisas que faltam a muita gente que se diz maior ".
Sinceramente, sinto-me bem mais frágil do que todas estas palavras, mas só tenho um grande obrigada a dizer a quem o disse e o considera de mim, porque apesar de me sentir muitas vezes sem forças, vai ser a partir de agora que a " mulherzinha " vai ter de levantar os braços e erguer a cabeça, com a personalidade e o carácter que sempre quis ter e afirmar.
Tudo o que nos faz sofrer? Acaba por tornar-nos mais fortes! E a cada dia que passa, vou descobrindo que sou mais forte do que pensava (...) Parabéns a mim *

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vida, vida.

E a vida vai passando.
Vai passando tão rápido, tenho tanto medo do que lá vem... o futuro realmente me assusta.
Eu não sei ao certo o que quero, o que ando a fazer, o que ainda sinto ou o que já deixei de sentir!
É um misto de sensações tão esquisito, parece que os dias passam a voar e só faço metade das coisas que fazia quando era mais pequena e tinha tempo para ir à escola, fazer os tpc's, brincar, ver a bonecada na tv, cantar as célebres músicas infantis com a vovó e, acima de tudo, problemas? Não havia.
Se calhar os problemas que tenho agora, muitos deles sou eu que os formo na minha cabeça, e talvez a vida até seja simples, tipo 2+2, e eu é que a complico (...) É realmente complicado.
Uma pessoa toma consciência que a vida é coisa esquisita, e era realmente bom que soubéssemos fazer as escolhas certas nos momentos certos, e que tivéssemos a certeza de que impacto teria aquela decisão, aquele momento no nosso destino. Tipo como se nós escrevessemos a nossa própria história!
Mas a verdadeira história, é um livro em que apenas a cada dia descobrimos o que cada folha tem escrito, e as que ficam para trás, é como se já nada valessem. podemos relembrá-las com um sorriso, mas vem sempre a acompanhar uma lágrima, um suspiro de saudade. De nada nos vale, nada volta.
Deparo-me agora que, apesar do que escrevi atrás não estar tão bem como já consegui escrever em tempos, foi uma vitória, finalmente não te referi! Bom, acabo de o fazer, é certo.
Querido blog, prometo que vou tentar não voltar a falar de tal aqui. Não é merecida tal importância em tantas páginas de textos meus, basta.
A verdade é que não sei se, por magia, eu pudesse reescrever as páginas passadas da história da minha vida, te retiraria delas (...) Um dia mais tarde irei saber se valeu ou não a pena, por enquanto está tudo frio, como o meu coração. "Como bicho, não ouve."

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Passado, presente, futuro


Pensei que nao iria ser tao cedo, visto que agora as probabilidades cresceram, mas nao estava à espera. Nao naquela hora, mal acabava de acordar e me lançava prá minha velha cidade das horas de estudante, e entras tu traçando a mesma rota.
Fogo, nao tao cedo! Porque haveria eu de me cruzar contigo logo no primeiro dia do início de nem sei bem o quê? Mas aconteceu.
Sabes, resumindo, foi bom. Foi bom para eu me mentalizar que isto é um teste que a vida me deu para ultrapassar. Por muito perto que estejamos agora, vou ter de agir como se estivesses longe, bem longe, noutro mundo que nao o meu! Custa-me ver que fazes o mesmo sem problemas nenhuns, nenhuns mesmo, sem escrúpulos... mas um dia alguém me disse que aprendeu que aceitar o desprezo de alguém é, sem duvida, algo que nos faz ultrapassar uma barreira! Pois bem, eu irei ultrapassá-la.
Tudo o que foi nosso, ficará no passado, tanto o bom como o mau, pois já nada importa, por muito bom que tenha sido, que morra!
No presente, vou tentando ser mais forte que tudo isso, a cada dia...
e no futuro? Eu espero que já nao mexas mais comigo. Espero nao querer mais ler as tuas cartas, pensar no teu toque, nem sequer que me ocorra lembrar-me de nós. Quanto a ti, nao por mim, mas por ti, desejo que um dia abras os olhos e nao continues a afastar as pessoas de ti, sê feliz, sê uma pessoa melhor. ADEUS.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

É

Perdida. É, sinto-me completamente assim.
Todos os dias nos questionamos o porquê de aqui andarmos, as respostas são poucas mas há sempre uma que nos faz sorrir.
Mas hoje não consigo, e nunca senti vontade tão forte de desaparecer daqui!
Por tudo... porque me sinto mal amada e só te queria aqui, para mim e comigo. Porque me sinto demasiado pequena e frágil para partir agora para um mundo enorme e cheio de armadilhas em que todos podemos cair. Porque sinto que sozinha, não consigo, necessito da dependência de alguém ou de algo, sempre. Porque me sinto vazia, sem certezas e só com duvidas. Juro que por mim ia embora daqui agora, para um mundo onde tudo fosse melhor! Onde o dinheiro nascesse das árvores, ninguém mentisse e o amor fosse só baseado na amizade, assim a paixão não matava, nem por dentro nem por fora.
Porque é ela que me mata a cada dia, e a principal culpada por pensar assim e a minha vontade de viver ser quase nula, e o medo de ir à rua e cruzar-me contigo numa esquina qualquer me fazer tremer as pernas como se estivesse à beira de um ataque de hipotermia! De facto, nao me importaria de antes ser isso, porque se isto é a vida, entao o que será a morte? Sinceramente, quase me obrigo a pensar que o inferno é ca na terra, e que a morte é um novo começo. Já posso morrer.

domingo, 5 de setembro de 2010

De volta

É, estou de volta.
Regressei de uns longos dias, longe daqui, longe de ti, longe da rotina, longe do meu querido quarto, longe de tudo o que é vulgar na minha vida.
Longos dias perto do mar, perto da areia, perto da brisa salgada, perto do barulho das ondas, num sítio onde tudo parecia quase perfeito, que podia durar sempre.
Foram dias óptimos, sem duvida o digo. Mas, principalmente, porque me senti longe de ti.
Porém, eu continuo. Nao consigo, é mais forte que eu, e certas coisas ou pessoas tambem nao ajudaram. Era um misto de liberdade com prisao de sentimentos, mas tudo fluiu. A cada dia que passava eu queria-me convencer de que, agora, as minhas preocupaçoes na vida, eram apenas duas, eu e os meus objectivos. Mas como? Se quando olhava para a fina areia a esvaiar-se nas minhas maos vinha uma lembrança, se quando via uma pequena criança incontrolavelmente eu fazia uma comparaçao, se quando anoitecia eu recordava todas aquelas palavras, avisos teus. Sinto-te tao longe e tao perto, ao mesmo tempo.
Odeio amar-te assim!
Agora regresso com ânsia de, desta vez, ter de seguir com muito mais preocupaçoes na minha cabeça. Tenho medo de te ver, de ver os outros, de me ver a mim outra vez, aqui. Já sinto falta do barulho das ondas, da areia macia, e de toda a brisa nocturna que espelhava o bronze de um sol intenso que suavizava qualquer dor.
Acabou, para o ano há mais. Nao sei o que vai ser de mim agora, mas sei que daqui a um ano lá estarei novamente para contar ao mar como foi, e principalmente se ainda és pra mim quem és agora. Vou-lhe pedir uma coisa, que se enrole na areia enquanto nao estou, e lhe peça se posso representar as minhas desilusoes contigo através dela. Porquê? Porque se as desilusões fossem representadas por areia, eu teria uma praia sem fim, e era essa a que eu pisaria sempre que pudesse, pois por muito longe que esteja de ti, sinto que nunca conseguirei esquecer coisa de tal maneira, forte!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Um ano, e tal


Ja lá vai um ano, e tal.
Há um ano chorava de alegria, hoje choro de tristeza, desalento, desistência, desânimo, desespero, tudo. Tudo mau.
Porque é que tens de ser assim? Eu lutei por ti ate à ultima, mesmo sabendo o quanto podia voltar a sofrer, e cá esta, aconteceu. Voltaste ao velho "tu", e afinal, nada mudou.
Há um ano, eu estava a começar a amar-te. Sim, naquele dia em que a chuva que caía foi testemunha dos beijos que trocámos em prol daquele compromisso que naquela hora travámos. Tu tornavas-te assim no meu príncipe grande, e eu numa princesa, a tua pequenina princesa.
Foram tempos tao felizes, os mais felizes em toda a minha ingrata vida, arrisco-me a dizer.
Perante tudo o que se passou este ano, sou obrigada a desistir, a seguir, a respirar só por mim.
Mas se te amo, e se sinto a tua falta a cada dia que passa, como posso?
Eras os sonhos que constituíam o meu futuro, agora vivo cada dia com a dificuldade de saber se sequer quero ter um futuro.
Nao te peço que voltes, porque por muito que o meu coraçao queira isso, é hora de eu seguir outro caminho, que nao o teu.
Vales muito pouco, porém, sei que ainda tenho um lugar no teu coraçao de pedra, por muito pequenino que seja, e que me guardas na tua memoria, e que guardas tudo o que é meu e tudo o que te fui dando ao longo deste ano. Sinto que enquanto essa pulseira minha nao se partir em mil peçinhas, nos vamos estar ligados. Só espero que, pelo menos, consiga viver o resto dos meus dias só um pouco mais feliz, mesmo sem ti.
Irei lembrar-me de ti, ao pisar a areia e ver aquela imagem na minha mente, e à noite quando me for deitar à espera de uma mensagem qualquer (...) Só isso.

sábado, 7 de agosto de 2010

Primeiro dia, do resto

E pronto, ja está.
É hora de levantar a cabeça, sorrir, dançar, curtir a vida e beber muito pra esquecer, se for preciso!
É verão porra, e a vida está so agora a começar. Daqui ate eu ter o meu príncipe, o meu castelo e os meus mini-princípes e princezinhas, ainda faltam muitas tristezas, alegrias, desilusões e surpresas boas.
Deixa-te de sonhos, vá. Para os tornares em realidade é preciso estares bem acordada, por isso, em primeiro vive os momentos intensamente com quem te quer bem, e nao com quem diz que num minuto és a mais especial e no outro nao te dirige a palavra fingindo que tão pouco existes.
Vive, mas vive a tua vida, nao a dos outros, nao a tua dependendo do outro.
Pára! Ninguem merece esse teu feitio doce, preocupado, e que adora pensar e quer acreditar que toda a gente no mundo consegue ter um mínimo pingo de pureza. Orgulha-te apenas por seres como és, nao mudes e sorri quando olhares para trás e te lembrares que lutaste sem ter medo do sofrimento contínuo, quando te lembrares que o amaste como ninguem, ele sabe-o bem. Sorri quando te lembrares que desde sempre tiveste forças que ias buscar nem sei onde.
"Ja sou uma menina grande", voa com as tuas próprias asas e nao vivas do que se acaba por revelar, vazio! Nunca me esquecerei de nós.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Não sei!

Nao sei, mas acho que chegou a altura.
A altura nao sei bem de quê, mas de decisões, o problema é qual tomar.
Por muitas vozes que me quisessem guiar, eu decidi guiar-me por mim, e fi-lo por ti.
Agora acho que nao vale mais a pena, nao sei porquê, mas sinto-o.
Sou uma menina feita de sonhos, consigo mesmo sonhar bem alto! Mas nao vejo esses sonhos a serem acompanhados, a terem um seguimento desde já. E entao o que ando eu a fazer? A adiar um sofrimento maior?
Acho que me vou afastar de ti, do mundo, da realidade, pra nao sentir tao fortemente o real.
Porque se penso que num minuto já nao te tenho, é um vazio, em mim e na minha vida! Quase tudo perde o sentido e o que sinto perde a razao pelo facto de ja nao ter motivos pra estar presa, apesar de me sentir, à mesma. Tenho medo que isto nunca mais acabe, de manhã a vontade de me levantar pra um novo dia tem sido zero.
No outro dia, aquele copo de beirão e aquele rasto de fumo de menta, deu-me outra prespectiva do que posso ser sem ti, pode ser que se eu nao consiga por vontade propria, me auxilie em alguma coisa pra seguir com a minha vida, enquanto nao me vou embora para o outro mundo.
Está tudo vazio, mas eu vou tentar, nunca me esquecendo.

(Mas, por favor, volta.)

sábado, 31 de julho de 2010

Incógnita


Muita coisa me mete medo, muita pergunta se instala, muitas suposições pairam na minha cabeça. E é agora, ao nao conseguir dormir, que a noite me acorda e eu me ponho a pensar... em tudo.
Nao me deixes, sim? Ou entao, se for isso que tu queiras, um dia, nao tenhas medo. Se nao te sentires bem, diz-me! Tu nao me perdes por seres sincero ou por me dares a conhecer o que tens vontade de fazer, por muito que isso me custe ou afecte.
Mas nao me deixes, sim?
Eu prefiro que apenas vás, mas que eu fique com a certeza de que aqui, seras sempre uma memória (de um passado feliz) , um sinal (do meu amor e do meu perdão incondicionais) , onde terás um lugar (sempre). Só mais uma coisa, deixas-me dizer que te amo, hoje? E amanhã? E depois de amanhã?
É que tenho vindo a amar-te a cada dia da minha vida, pequenino meu.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Continuar

Hoje acordei com vontade de gritar ao mundo a vontade que tenho de estar contigo.
Não deu, e doeu.
Ainda adormeci com alguma esperança, mas logo depois que acordei e as horas passaram, eu vi que para sorrir só se sonhasse acordada, pois ter-te comigo, não era uma realidade.
Sei lá quando vou voltar a sentir ao menos o teu cheiro perto de mim! Já nem falo do resto…
Não sei se o que ando a permitir que aconteça é o mais certo, mas vou aproveitar aquilo que vai dentro de mim e lutar ate ao extremo da ribanceira do caminho da minha vida que me leva a ti. Já não quero saber, cansei-me de tentar fugir do coração, porque por muito que eu ate lhe queira fugir, a razão e o sentimento unem-se de tal forma que me prendem ao que sinto. Entao vou deixar-me andar, ate onde o destino e a sorte (ou a falta dela) me conduzir.
Vou continuar, podes ate fazer-me chorar outra vez, mas eu sei que vou ficar bem, nem que seja so por fora, afinal, quem é que não consegue esboçar um sorriso (por muito falso que seja)?
Tudo isto, hoje, fez-me ver a falta que me fazes, o quanto representas! E por muitas duvidas que eu por vezes tenha, eu vou continuar! Porque às meras perguntas que às vezes faço a mim própria, como “quem abraçaria eu neste momento?” , “quem gostaria eu de ver sorrir agora aqui, comigo?” , “com quem mais gostaria de partilhar este momento?” , “de quem eu já só queria a mão no meu ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinha, ao seu lado, sem nada dizer?” , a resposta é sempre a mesma (tu) .

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Há momentos em que nos sentamos no chão do nosso quarto, apagamos as luzes e pomos a dar aquela musica que nos faz pensar e repensar na vida, nas escolhas que fazemos, nos caminhos que seguimos e sobretudo nas pessoas que nos acompanham e naquelas que nos largaram pelo caminho.
E assumindo a minha parte fraca, volto a referir(-te).
Será mesmo que não consigo seguir sem ti, e vou esgotar o que sinto até à ultima gota?
A sério que às vezes apetece-me voltar atrás e não dizer mais nada, não falar, não dar sinal! E até penso que, provavelmente, conseguiria. Mas não faz parte de mim, não é de mim! Eu continuo a falar, continuo a ter medo, continuo a ter dúvidas, continuo a sonhar, continuo a pensar, e a pensar.
Onde irá isto dar? Tenho medo, muito.
Por muito que eu não queira dar importância, ela existe e preocupa-me. Não consigo, não consigo deixar de pensar no que será que fazes quando estás mais do que sessenta minutos sem me dizer nada. no que pensas nos minutos de silêncio das nossas conversas. E tudo isso, traz uma velha vibração ao meu peito, que não me deixa mentir.
Continuas a ser aquele. Aquele em que penso de manhã, a meio da manhã, à tarde, à noite, a sonhar, acordada.
Logicamente, agora há um descomprometimento, o que me leva a supor, mas ao mesmo tempo a não temer, o que poderá acontecer, amanhã.
Mas é também esta situação que me traz vontade de estar contigo, de adivinhar o que se poderá passar ao estarmos juntos, vontade de fazer planos sobre os dias que virão, o que resulta nas saudades que acumulo de ti.
Mas vou deixar-te a ti, e a mim também, viver a vida que são dois dias mal aproveitados.
E o amanhã poderá ser, tanto uma agradável surpresa, como (mais) uma decepção. Mas não me importa, sabes? Importa preparar-me para o que vier, amanhã.
Mas importa mais viver o hoje e, para mim, hoje a única história que vale alguma coisa, é a história que vamos fazendo juntos. “Até amanhã!”

terça-feira, 15 de junho de 2010

Só mais uma vez

Eu ja não sei.
Há dias tinha certezas, sorrisos, o coração a pular.
Agora tenho só incertezas que, por momentos, se transformam em ilusões chorosas, que levam o coração a hesitar.
Porque é que voltaste, explicas-me? Eu não precisava ja de ti, ja não. Apenas daqui a uns tempos mais! Quando decidisses voltar com toda a tua sinceridade, consciência e bravura, gravada nesses teus olhos verdes ao sol, que tomarei sempre como meus.
Para ti, pode ser tudo fácil, ou pelo menos parece. Mas para mim não, consegues perceber? Tu gostas do "acho que sim." e do "porquê?", tambem. Porque simplesmente o teu sorriso, a tua voz, o teu jeito e o teu cheiro, ainda vivem dentro de mim, e é de tudo isto que me lembro, a cada manhã, quando me vejo ao espelho e me preparo para mais um dia, perdido e achado pelo "nós". Aí vejo que estou atrasada, olhando para as horas. Desde que te conheci aparece-me o número 22 em todo o lado, e juro que estou a falar a sério, normalmente é sempre nas horas, mas sei lá, parece destino ou seja o que for que lhe chamam.
Mas eu juro. Juro que te imagino comigo para sempre, juro que o sentimento é o mesmo, juro que todos os dias me lembro de ti, de nós. Juro que por mim, ainda és meu.
Tenho saudades tuas, sabes?
Custa-me virar-te as costas, quando do que realmente tenho vontade, é saltar-te nos braços!
Só gostava que um dia destes, numa noite destas férias que agora começam de novo, eu ouvisse o meu telemóvel tocar, e que fosses tu! Dizias que me amas, só mais uma vez, para eu gravar a tua voz no meu ouvido, para sempre.

segunda-feira, 14 de junho de 2010


É incrível como, por vezes, depositamos a maior esperança num final em que ainda acreditamos que pode voltar a ter um (re)começo.
Outras vezes estamos tão descontentes com o final, tão revoltados connosco e com todos, tão incapazes de perdoar, que damos por nós a fazer de tudo para afastarmos esse final de nós, afastando as pessoas e o mundo, no inconsciente. Achamos que é de todo impossível voltar a esse passado, que nada se pode trazer de volta, acreditamos que, se tivermos força de vontade, podemos passar por cima de tudo isso. Choramos por tudo o que perdemos, mas rimos muito mais por tudo o que tivemos; lamentamos o fim, mas orgulhamo-nos muito mais do começo; tentamos esquecer o que daquilo nos magoou, e damos por nós a relembrar o que daquilo mais nos fez feliz.
É irónico como nunca sabemos o que nos espera da vida, e é ainda mais irónico quando as pessoas que voltam para nós, são sempre aquelas que nós expulsamos da nossa vida. Acontece que é da natureza de todos nós tentar esquecer o que nos provoca dor, tentar afastar de nós as recordações que não nos deixam seguir, tentar expulsar da nossa vida as pessoas que nos magoam e desiludem, juntamente com todas as suas memórias.
É realmente surpreendente o facto de que, ao mesmo tempo que tentamos afastar as pessoas e abafar as recordações e fazer-nos de fortes perante o que mais desejamos, também rapidamente nos arrependemos de tais actos.
E foram precisas muitas palavras feias, muitos desatinos, nunca muitas discussões, foram precisas muitas mensagens por enviar, para te arrependeres de tudo o que fizeste. E eu? Apesar de tudo, eu sempre me mantive ao teu lado, sempre me preocupei contigo, sempre permaneci, sempre lutei por este amor e, apesar de tudo, sempre me mostraste e fizeste ver que, o ‘nós’ que exist(iu) foi dos mais lindos do mundo, dos mais sinceros. Fizeste-me ainda ver que por muito tempo que passe, por muitas coisas e pessoas que se metam no nosso caminho, este ‘nós’ não vai ter um fim, nunca. E ao que nos aconteceu já por mais do que uma vez? Eu não lhes chamo de fins, chamo sim de intervalos. Seja como for, mais uma vez, conseguimos relembrar, valorizar e orgulhar tudo o que já passámos, porque nada importa mais do que isso. Olha para nós, olha para tudo o que já passamos, olha para todas as nossas coisas, olha para tudo o que nos une. Consegues imaginar o orgulho que tenho em tudo isso? Cada conversa, cada ‘amo-te’, cada mensagem, cada ciúme, cada mínima coisa tem significado máximo. Tudo isto que digo é sincero, vem do coração, e não o digo apenas por dizer, ou simplesmente por ficar bonito dizê-lo, sabes bem. Não tenho vergonha de dizer que serás sempre das poucas e das melhores pessoas que passaram pela minha vida @

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hoje apetece-me ficar acordada.
Não por lembrar, nem tão pouco por tentar esquecer. mas porque hoje soube-me bem no coração, sentir o vazio do quarto com outra emoção no peito, que não aquela. É bom (...)
Ver que tudo pode mudar, ou melhor, quase tudo, pois o tempo ainda é insuficiente.
Mas ver que, por agora, eu estou bem, e tu estás bem. E que a vida não acaba aqui.
Algo lá fora me leva agora a ver um rumo, lutando pelo que quero, mas ao mesmo tempo, não tenho certezas.
Falta-me algo e, inconscientemente, eu sei que ainda espero.
A noite fecha-se cada vez mais, os meus olhos idem aspas.
Algo me leva novamente a pensar no que passou, mas rapidamente abro os olhos, apenas penso no que irei fazer, amanhã!
Despeço-me com carinho dos meus pensamentos e sussurro ao meu ouvido, "tudo vem a seu tempo".

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Anoiteceu (...) A noite torna a estar quente, e eu visto, instintivamente, aquele meu pijama de verão. Algo sem significado nenhum aparente mas que, de repente, me trouxe de mansinho, imagens.
O ambiente quente do quarto traz pela janela o reflexo da lua no céu limpo e puro, e faz bater o coração.
Lembro-me de palavras, meras citações de sentimentos (...) Ouço a mesma música, aquela! E canto, atravesso as lágrimas e continuo.
Cruzo-me com pessoas com quem outrora partilhei o que o meu peito sentiu certa vez, e é como se um frio na barriga se instalasse. Um misto de saudade, raiva e amor, ainda.
E olhando-me ao espelho, faço como se pudesse voltar atrás, e olho para a janela à tua espera. Porém, desta vez é diferente, tu não vens!
Mas isso fica na realidade, porque hoje, hoje apetece-me sonhar connosco.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tu sabes

Sabes que me perdeste para sempre, sabes que me fizeste mal, sabes que não devias ter tomado o silêncio como melhor caminho e, agora, sabes e sentes que já não podes voltar atrás. Na altura, talvez não quisesses saber de mim para nada, mas agora pensas em tudo e chegas até a sentir saudades, digo eu (...) E se calhar, ambos sentimos saudades, das nossas conversas por mensagens, daquelas nossas conversas por chamada pela noite fora, das mentiras que se diziam para estarmos juntos, da chuva, da paragem, das escadas! Porém, é uma saudade que não nos vai trazer nada de volta, nunca mais teremos nem viveremos nada disto, se calhar.
Provavelmente já pensaste em vir ter comigo mas, ou não tiveste coragem, ou foi pela tua tão notável cobardia. no entanto, já falaste e eu não respondi, penso que compreendeste, mesmo querendo dizer o que sentias.
Sabes que quando às vezes me falavas mal, eu sabia que não tinhas noção da forma como o fazias, pois sabes que te conheço! Conheço esse feitio, sei como é quando estás na azia. Assim como tu me conheces a mim. E sabes que, tentava sempre levar as coisas com a minha leveza.
Já lá vai algum tempo desde que nos conhecemos, desde que tudo isto começou. Tivémos coisas boas e coisas más, mas eu sempre quis estar bem contigo!
Porém, nem sempre dá, por muito que o coração queira.
Talvez agora nos perguntemos porque tudo teve que levar este rumo, quando tudo parecia quase perfeito para durar. Como?
Eu nunca percebi, nunca.
Mas tento acreditar que, se aconteceu, foi porque tinha de ser, só.
E enquanto não consigo, penso que podia ter sido tudo diferente (...) E que a culpa foi tua.
Olho para o passado, vejo os bons momentos que passámos, com as lágrimas a cair-me pelo rosto que já não suporto mais dentro de mim.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dias vazios

Não percebo, ou não quero perceber, simplesmente.
Ter razões, eu até tenho. Saber o que sinto, eu até sei.
Porém, há sempre questões e porquês (...) E é disso que são feitos certos dias, vazios! Tanto, tanto.
Palavras cheias de nada, pensamentos sem fim e sem fundo, perguntas feitas ao destino, ventos que me afastam das respostas, e tudo o que me ilumina é a luz que me envolve quando fecho os meus olhos cegos da realidade, e voo para um passado que mudo à medida que penso (em ti) e (te) recordo. O som que abafa as conversas banais das pessoas que passam, alerta-me para o mundo quando passo na rua, algo a que chamamos de vida. Vida essa que em dias vazios, parece isso mesmo - vazia.
As horas passam devagar, a respiração falha, o sangue corre lentamente pelas veias fracas de esperança e o coração, desfaz-se.
Inexplicável e impossível de afastar.
Surgem os porquês. Porquê a mim, vida? Vejo-te as costas num acto de desespero em que não sou correspondida nem por ti (...) Nem por "ti".

domingo, 18 de abril de 2010

Esqueço-me de esquecer-te

Fico a pensar em como éramos quando estávamos juntos, nos nossos corações dizia que era para sempre! Tão apaixonados, estávamos tão envolvidos. Mas quando me olhaste nos olhos da última vez, eu deveria ter falado, ter-te abraçado, para não me sentir sozinha (...) E aí começou tudo de novo.
Lembro-me de todas as palavras que disseste, elas pairam em torno dos meus pensamentos, mas isso não importa para o que eu tento fazer, porque eu continuo a esquecer-me de te esquecer a ti. Todas as coisas que fizémos, do jeito que nos tocávamos. No exacto momento em que eu penso sobre alguém novo, eu continuo a esquecer-me de te esquecer a ti!
Eu devo ser louca ao dizer que éramos perfeitos, e as vezes pergunto-me se valeu a pena, senão como pudeste largar tudo assim?
E mesmo que eu não passe naquele sítio, eu tenho o impulso opressivo de ir lá, de olhá-lo e ver o teu rosto aí novamente. E por muitas voltas que eu dê em meu redor, eu continuo a esquecer-me de te esquecer a ti, a mim, a nós.

sábado, 17 de abril de 2010

Promessas levadas pelo vento


Naquele banco do jardim sentados de mão dada, puxaste-me com jeitinho e eu encostei a cabeça no teu peito. Apeteceu-me chorar. Talvez o meu coração me quisesse avisar que ia ter saudades daquele momento. Mas tentei não ouvir o que ele me dizia. Sentir o teu coração bater, o calor das tuas mãos, o teu cheiro, o nosso amor, isso bastava –(me).
Eu só te queria a ti e, naquele banco do jardim, perguntei-te: Amas-me? Juraste que era para sempre, lembras-te?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ó mar, porquê?

Hoje. Mais um dia em busca de razões, porquês, explicações por sinal (…) Pela primeira vez à tua frente, quase a molhar-me nos teus salgados gritos de liberdade, tentei perguntar-te se sabias porquê. Mas quando olhei no teu horizonte, eu vi que qualquer resposta vai muito além de uma simples pergunta.
Juro que, ao ver-me sozinha, ainda abri a minha boca para perguntar “ ó mar, porquê ? ”. Mas tu apenas me brindaste com uma onda que quase me atingia, mandando a tua suave brisa que me bateu na cara como que a dizer-me que a minha pergunta tinha sido escutada.
Soube bem e, ao mesmo tempo, fez-me ficar a olhar o teu azul profundo durante longos minutos, voltando a questionar-me sobre o destino, o meu destino traiçoeiro.
Uma parte de mim pergunta “ para quê ?”. Sim, eu já te perdi, e agora para sempre! Porque não há perdão que apague o que já vivi e o que vivo, agora. És um caso perdido e, apesar de o sentimento não desaparecer vou ter, obrigatoriamente, de aprender a viver sem ti. Outra parte de mim diz “ sei que não devia, mas o sentimento permanece, é o mesmo “. E é essa parte que me traz todas as recordações, lembranças, palavras, momentos, quando olho para o azul do céu e para o bater das ondas que me trazem de novo o cheiro daquele nosso verão! Aparece uma espécie de esperança, no interior do pensamento, onde tudo parece possível de resolver. No entanto, tenho quase a certeza que se ouvisses isto agora, recusarias as palavras, transformando-nos em nada, levando-me necessariamente a esquecer! Mas o tempo parece que não te leva de mim (…) As horas, despedem-se devagar, vão-se afastando de ficar e aproximam-se de morrer.
Porém, todo este ambiente! O mar, a praia, tudo o que fomos passa agora por mim e pelo meu pensamento (…) É um pedaço da nossa vida que ainda quer sobreviver.
Enquanto tudo isto que sinto durar, por mais que a força não queira, seremos sempre dois a decidir.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Foram meros sítios


Passei agora por todos os sítios em que, juntos, fomos um só.
E tudo me pareceu estranho.
Pensei que com toda a raiva que sinto, nem sequer me ocorresse lembrar-me de ti ao passar. Mas só eu sei o que senti ao ver tudo de novo, agora, extremamente vazio. Porém, transmitiu-me exactamente a mesma magia que sentia quando estava contigo. E isso fez-me sentir demasiadamente a tua falta.
Falta dos teus carinhos, de tudo o que ali dissemos, fizemos ou até prometemos. Falta de ti e de nós.
São sítios que, mais do que qualquer coisa, marcaram a nossa relação, tudo o que tivemos e que parecia fazer todo o sentido. do mais verdadeiro, ao mais eterno.
Ainda me lembro do sabor dos teus lábios, do brilho dos teus olhos e da tua voz no meu ouvido. E do som da água ali a bater, e das luzes da cidade reflectidas nela, e da corrente do rio que parecia querer correr mais do que o tempo. Tempo, tempo esse que já passou e que levou consigo tudo isto de que agora falo com saudade, tristeza, e pena de mim.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Porquê?


Porquê? Haverá explicação? Sim, porque explicações foi coisa a que nunca tive direito de ti. Se agi como agi contigo, foi pelo meu sentimento! Mas certezas, certezas eu só tinha uma. A de que te amava, incondicionalmente! E tu, tu encantaste-me com as tuas palavras bonitas e falsas, com o teu olhar fixo mas nada sincero, com os teus beijos sentidos mas banais, com as tuas conversas promissoras mas no fundo sem fundamento, e com tudo o que me sussurravas ao ouvido talvez para só eu saber e assim, só eu sentir o verdadeiro sabor da posterior mágoa. Essa mágoa agora real, dura, forte e sem precedentes. Inigualável. Tenho medo do mundo lá fora, medo de ficar presa à tua memória para sempre, medo de te ver vivo e feliz e ter vontade de além de triste, estar morta.
Receio que a minha vida mude por tudo o que me fizeste e eu seja escrava do passado, preocupando-me apenas em ser mais forte que isso, a cada dia.
Procuro passar por cima de tudo, imaginando um mundo em que só eu e o meu futuro importamos e o passado não é minimamente relevante. E eu até consigo viver nesse mundo, por momentos (…) Por outros, sinto que não voltarei a amar e sinto-me uma inútil, uma incapaz, e se não reunir forças suficientes, sinto medo de pensar em acabar com a minha própria vida, e aí sim, ter forças para isso.
É uma interrogação constante que paira na minha cabeça, quando me lembro que te perdi para sempre e que, por muito que o meu coração te queira recuperar, a lógica da vida não o permite.
Agora vejo que a dor interior pode custar muito mais a passar. Pois é de nós que depende a capacidade de a cicatrizar, de modo a esquecê-la. E só temos uma única ajuda, o tempo. Só ele pode levar consigo a mágoa de agora. Pode vir alguém com alguma experiência que nos queira alertar para a vida, mas nada do que alguém possa dizer apagará a dor. Podem dar-nos algum conforto e companhia, agora curar, esquecer? Não, isso só nós e o tempo que nos leva.
Porque só nós sentimos e só nós sabemos a forma como amámos e continuamos a amar, mesmo não devendo.

seguidores *