segunda-feira, 14 de junho de 2010


É incrível como, por vezes, depositamos a maior esperança num final em que ainda acreditamos que pode voltar a ter um (re)começo.
Outras vezes estamos tão descontentes com o final, tão revoltados connosco e com todos, tão incapazes de perdoar, que damos por nós a fazer de tudo para afastarmos esse final de nós, afastando as pessoas e o mundo, no inconsciente. Achamos que é de todo impossível voltar a esse passado, que nada se pode trazer de volta, acreditamos que, se tivermos força de vontade, podemos passar por cima de tudo isso. Choramos por tudo o que perdemos, mas rimos muito mais por tudo o que tivemos; lamentamos o fim, mas orgulhamo-nos muito mais do começo; tentamos esquecer o que daquilo nos magoou, e damos por nós a relembrar o que daquilo mais nos fez feliz.
É irónico como nunca sabemos o que nos espera da vida, e é ainda mais irónico quando as pessoas que voltam para nós, são sempre aquelas que nós expulsamos da nossa vida. Acontece que é da natureza de todos nós tentar esquecer o que nos provoca dor, tentar afastar de nós as recordações que não nos deixam seguir, tentar expulsar da nossa vida as pessoas que nos magoam e desiludem, juntamente com todas as suas memórias.
É realmente surpreendente o facto de que, ao mesmo tempo que tentamos afastar as pessoas e abafar as recordações e fazer-nos de fortes perante o que mais desejamos, também rapidamente nos arrependemos de tais actos.
E foram precisas muitas palavras feias, muitos desatinos, nunca muitas discussões, foram precisas muitas mensagens por enviar, para te arrependeres de tudo o que fizeste. E eu? Apesar de tudo, eu sempre me mantive ao teu lado, sempre me preocupei contigo, sempre permaneci, sempre lutei por este amor e, apesar de tudo, sempre me mostraste e fizeste ver que, o ‘nós’ que exist(iu) foi dos mais lindos do mundo, dos mais sinceros. Fizeste-me ainda ver que por muito tempo que passe, por muitas coisas e pessoas que se metam no nosso caminho, este ‘nós’ não vai ter um fim, nunca. E ao que nos aconteceu já por mais do que uma vez? Eu não lhes chamo de fins, chamo sim de intervalos. Seja como for, mais uma vez, conseguimos relembrar, valorizar e orgulhar tudo o que já passámos, porque nada importa mais do que isso. Olha para nós, olha para tudo o que já passamos, olha para todas as nossas coisas, olha para tudo o que nos une. Consegues imaginar o orgulho que tenho em tudo isso? Cada conversa, cada ‘amo-te’, cada mensagem, cada ciúme, cada mínima coisa tem significado máximo. Tudo isto que digo é sincero, vem do coração, e não o digo apenas por dizer, ou simplesmente por ficar bonito dizê-lo, sabes bem. Não tenho vergonha de dizer que serás sempre das poucas e das melhores pessoas que passaram pela minha vida @

2 comentários:

Sofia Fernandes disse...

obrigada, nao acho nada de especial, mas adorei o teu :$

Anónimo disse...

Lindo..:)

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