É, estou de volta.
Regressei de uns longos dias, longe daqui, longe de ti, longe da rotina, longe do meu querido quarto, longe de tudo o que é vulgar na minha vida.
Longos dias perto do mar, perto da areia, perto da brisa salgada, perto do barulho das ondas, num sítio onde tudo parecia quase perfeito, que podia durar sempre.
Foram dias óptimos, sem duvida o digo. Mas, principalmente, porque me senti longe de ti.
Porém, eu continuo. Nao consigo, é mais forte que eu, e certas coisas ou pessoas tambem nao ajudaram. Era um misto de liberdade com prisao de sentimentos, mas tudo fluiu. A cada dia que passava eu queria-me convencer de que, agora, as minhas preocupaçoes na vida, eram apenas duas, eu e os meus objectivos. Mas como? Se quando olhava para a fina areia a esvaiar-se nas minhas maos vinha uma lembrança, se quando via uma pequena criança incontrolavelmente eu fazia uma comparaçao, se quando anoitecia eu recordava todas aquelas palavras, avisos teus. Sinto-te tao longe e tao perto, ao mesmo tempo.
Odeio amar-te assim!
Agora regresso com ânsia de, desta vez, ter de seguir com muito mais preocupaçoes na minha cabeça. Tenho medo de te ver, de ver os outros, de me ver a mim outra vez, aqui. Já sinto falta do barulho das ondas, da areia macia, e de toda a brisa nocturna que espelhava o bronze de um sol intenso que suavizava qualquer dor.
Acabou, para o ano há mais. Nao sei o que vai ser de mim agora, mas sei que daqui a um ano lá estarei novamente para contar ao mar como foi, e principalmente se ainda és pra mim quem és agora. Vou-lhe pedir uma coisa, que se enrole na areia enquanto nao estou, e lhe peça se posso representar as minhas desilusoes contigo através dela. Porquê? Porque se as desilusões fossem representadas por areia, eu teria uma praia sem fim, e era essa a que eu pisaria sempre que pudesse, pois por muito longe que esteja de ti, sinto que nunca conseguirei esquecer coisa de tal maneira, forte!

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