quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Outono



Outubro vai já quase no fim, e só agora começou a chover a sério. Por um lado toda a gente achava estranho que ainda não tivesse vindo, repetindo que 'é o tempo dela', mas por outro ninguém esconde que os dias de sol trazem muito mais vida à vida. Agora, após apenas uns pares de horas de chuva, já estamos fartos, e o chapéu de chuva pesa-nos mais do que se fossemos às compras e trouxessemos umas quantas sacas.
Oh, eu até gosto da chuva. Gosto da chuva quando estou na cama a ouvi-la, gosto da chuva quando, embrulhada na manta da avó, me sento à lareira, gosto da chuva quando estou do lado de dentro da janela a pensar em ti, e gosto ainda e também quando ela me obriga a abrir o chapéu, e tu te abraças a mim com o pretexto de não te molhares, ou mesmo admitindo nao ser pretexto, admito que é o juntar do bom necessário ao agradável.
A chuva faz parte.
Porém às vezes revolto-me com a maldita que insiste em cair, e me limita de dar passeios à beira-rio contigo, com o sol a descrever a nossa sombra, o nosso caminhar em sintonia, que nos impede de rebolar na relva agora molhada, que nos molha os bancos de jardim onde as nossas horas passam como minutos, tal e qual!
Mas sabes, hoje sonhei que gostava da chuva. muito simples. Estava numa casa de praia, esbelta e branca, acolhedora e bem aconchegante, com a lareira acesa e um cheiro natural à água salgada que, misturada com a doce da chuva, me trouxe a nostalgia do tempo frio de outono.
Tu estavas comigo. Sim, tu.
E embrulhados um no outro, mirámos infinitamente o bater forte das ondas em harmonia com o cair igualmente forte da chuva...
Sabes que mais? Se estiver contigo, estou bem.
É outono, vou partilhar contigo o meu guarda-chuva, vou dar-te beijinhos à chuva, vou aconchegar-me a ti quando tiver frio, e vou-te buscar aos meus pensamentos sempre que o tempo me entristeça.
É no início deste outono, que vou descobrindo que tu és o meu verão invencível*

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Passou tanto tempo. Eu ainda tinha um pingo de esperança, nunca morreu, mas no fundo eu já não esperava. Nunca desapareceste por completo dos meus dias, da minha cabeça, do meu pensar. Mas eu tinha de seguir em frente, tinha de te apagar, tinha de não pensar em ti, em nós, no que já havia passado e eu ainda tomava como meu. Mas eu não conseguia, não sei se por falta de vontade própria, se pela presença daquele pingo de esperança, mas eu não conseguia. Sentia-me mais perdida do que uma agulha num palheiro. Pouca coisa fazia sentido. Valorizava-me pouco. A vida era apenas uma mera sequência de dias.
E agora parece que foi tudo um pesadelo, porque acordo todos os dias e tu estás comigo outra vez, como nunca estiveste. Voltaste, mudaste tudo.
Para muitos é imcompreensível, inconcebível e até mesmo impossível. Mas para nós não. Para nós é possível e faz até todo o sentido. Tinha de ser assim, quando as coisas não acabam bem, é porque não tinham de acabar.
Tudo agora recomeçou com doses extra.
Doses extra de segurança, doses extra de ternura, doses extra de carinho, doses extra de amor, e acima de tudo, eu vou adquirindo a dose extra total de confiança suficiente.
Os tempos mudaram, os hábitos mudaram, a maneira de pensar mudou, nós mudámos, tu mudaste. E eu sinto-te diferente, sinto-te melhor, sinto-te mais meu, sinto-te e quero-te sempre.
Acabo até por orgulhar-me da tua mudança, naquilo em que te tornaste, por mim.
E não desvalorizando o que um dia senti, hoje o sentimento é bem mais forte, e sei que essa intensidade é mútua, e que todo o tempo, as barreiras, o sofrimento, as tempestades, as incertezas, só fortaleceram, só.
Não sei explicar bem porquê, mas não me consigo desligar de ti, e acredito em ti e no teu amor. Fazes-me sentir a tua razão, a tua verdadeira princesa.
Há quem lhe chame destino. Amo-te!

domingo, 9 de outubro de 2011


“Esperava por ti porque achava que podias ser o homem da minha vida. (hoje tenho a certeza.) E esperava por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, havia uma voz firme e incessante que me pedia para esperar por ti. E eu gostava de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chegava e me fazia pensar o quão longa e inglória podia ser a minha espera. (hoje foi tudo menos inglória )

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