quarta-feira, 16 de março de 2011

Um pingo

Já sentiste um pingo de liberdade, sabes o que é? Pensas que sabes, mas se calhar nunca o sentiste.
Eu já senti tanta vez, e definitivamente isso não implica necessariamente a distancia das pessoas, não!
É apenas uma gota de chuva na cara, é olhar o mar no seu infinito, é sentir a brisa, o vento, a entrar pelos pulmões dentro, é sentir que nada nos prende, nem mesmo o amor, é sentir os pés molhados à beira-rio, é sentir os nossos cabelos a serem levados pela aragem fria dos tempos, ou quente dos dias, é nunca nos sentirmos sozinhos, é olharmos para o mundo como se tudo tivesse sentido, é olhar para as outras pessoas e não dar importancia à maneira como olham, ao que dizem, ao que comentam, e sorrir para elas assim mesmo, não é fazer tudo o que queremos, é fazer tudo o que nos faça sentir bem a nós e aos outros, é viver!
Se eu pudesse fugia, juro! Preciso da liberdade de saber que estás longe e que posso virar cada esquina sem medo. Iria ser tão feliz de cabeça leve, de pensamentos transformados em apenas sonhos sem preocupações, num mundo em que todos seríamos iguais e todos cantaríamos a mesma canção! Num sussurro diria que te levaria comigo para uma ilha deserta e antes pôr-te-ia nos cereais do pequeno-almoço uma boa poção de 'amor incondicional', e voaríamos os dois a descobrir uma liberdade feliz como dois pássaros à descoberta de uma coisa a que um dia chamaram de mundo.


A liberdade pode ser tanta coisa, mas por agora contento-me com os meus pés assentes na terra e com a certeza de que a minha liberdade condicionada me vai fazendo crescer cada vez mais, e que não me impede de dançar à chuva, de olhar o céu durante longos minutos e contar as estrelas com um sorriso livre

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