quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vivo uma felicidade estranha, de certo modo.
Parece impossível, eu já não esperava por isto, é bom demais. Pergunto-me à volta de para lá de muitas vezes ao longo do meu dia se estarei a sonhar. Esbofeteio-me até, num acto de tentar acordar, mas acho que esta é mesmo a minha realidade e tu voltaste a fazer parte dela, como nunca antes havias conseguido!
É uma sensação de pertença muito mais forte, um sentimento que se torna cada vez mais difícil de explicar. O tempo passou e parece que em vez de deixar tudo baço, veio esclarecer o sentido de tudo, trouxe certezas, muitas. Trouxe uma vontade de fazer com que o tempo passe a correr para que nem tenha um segundo para nos dar oportunidade de estarmos por mais do que dias separados. Não dá, sem ti não dá mais, morreria por dentro de vez se te visse outra face, sem ser aquela que me mostras agora, aquela que me faz acordar, viver, lutar a cada dia. E sufoco quando a cada segundo me dá uma vontade louca de te dizer o que significas, o que sempre significaste e o que eu sei que significarás sempre! Porque faltam-me as palavras, parecem todas tão pouco para tu poderes ter a noção do que és em mim. Às vezes torna-se complicado pensar que de tão tenra idade estas certezas todas podem parecer um simples conto de fadas, mas eu sei bem, sei bem que se quisermos, pode sê-lo, mas o nosso, o real.
Ainda me estou a habituar à ideia de que tudo aquilo por que passei, é agora em vão, e vejo-te de novo agora e sempre na minha vida, porque assim quiseste.
Eu sabia que um dia havias de dar valor, sem obrigações. Esperei calada, mas aceito-te agora de braços abertos e a gritar ao mundo que acredito mais do que ninguém, e só quero ser feliz de um jeito simples, amando-te pelos pormenores, sorrindo a cada dificuldade, vivendo por isto, por nós.

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