Lembro-me do teu sorriso e do teu olhar como ninguém, arrisco dizer. É por eu te conhecer assim tão insolitamente e tão à minha e nossa antiga mas nunca esquecida maneira, que continuas tão presente. Por muito que alguém queira que o negue com todas as minhas forças ou que até pensem que já não penso.
Mas só eu sei! Só eu sei o quanto penso no teu sorriso tão à menino apaixonado como de maroto, no teu toque carinhoso, nas tuas palavras que caíam em mim como mel, tão doces que se petrificam como torrões de açúcar que uso para adoçar o coração das pessoas quem me vêm falar mal de ti. Da maneira sempre correcta como nos entendíamos perante os mais complicados problemas!, das cartas que guardo numa caixinha negra, tal e qual a cor do rumo que o nosso destino tomou. Do quanto cantávamos!, "hoje eu sei, eu te amei, no vento de um temporal", de quando me levantava cedo por ti em plenas férias e fazia-te fazê-lo também, coisa que eu sabia que era um grande sacrifício para ti, logo, só por algo muito forte o farias!, e isso tranquilizava-me. De quando me falaste do teu grande sonho, e até confessavas que adormecias mais vezes a pensar nele do que 'na tua princesa', e era essa a honestidade que sempre tínhamos e que tu desde sempre identificaste no brilho do meu olhar. E então?
Então eu tenho saudades, tenho saudades de como me fazias feliz, de como só tu me importavas, de como ultrapassava e punha para trás das costas tudo o que me diziam porque te sentia eterno!, dos teus carinhos, da tua maneira, da tua mão na minha. Hoje?
Hoje sinto que sou obrigada a deixar-me ir pelo que os outros dizem e passar por ti com uma indiferença que não sinto e um desprezo que não é meu, mas que me aperta a garganta e faz-me engolir em seco as palavras que não podem sair porque te puseram um rótulo de que não mereces nada!, para eu ler e não cair de novo. Mas ninguém te conheceu como eu conheci, ninguém estava dentro do meu coração quando ele só tinha espaço para ti, e só eu sei o quanto me fazes falta, o quanto tenho saudades tuas, o quanto admiro a pessoa boa que sei que tens aí dentro, o quanto espero que sejas feliz mesmo sem mim, o quanto influencias o meu coração quando olho para outra face, quando admiro outra boca, o quanto te desejo, o quanto imagino um futuro sem ti ao olhar para um par de mãos dadas, o quanto odeio não conseguir odiar-te por mais que eu tente, ou por menos que tu faças.
Sem comentários:
Enviar um comentário