E é mais um ano que está a acabar. Mais um ano que se apaga da hipótese de voltar atrás, que não tem botão de retorno e que toma agora a posição de apenas “recordado”. Fica como que encurralado no passado de cada um, e começa para todos da mesma forma, para uns mais e para outros menos feliz. As lembranças ocupam o lugar de pistas para podermos avaliar o nosso ano passado, o nosso 2010.
Quando criei o blog não estava a passar uma boa fase. Na altura, não tinha noção de muitas coisas. Talvez tivesse ainda crenças muito infantis e, quando o mundo desabou sobre mim, descobri que nem tudo podia ser “à minha maneira” e não podia ter tudo o que queria, tudo como havia sonhado. Dependia muito dos outros para ser feliz! Essa experiência tornou-me no que sou hoje, não sei se melhor ou pior, mas uma coisa é certa, alguma coisa aprendi, o que não quer dizer que não venha a cometer os mesmos erros. Pelo menos, hoje vejo o mundo de uma maneira muito diferente, talvez tenha crescido, porém, nunca o suficiente.
Na altura precisava de ocupar a cabeça e o tempo, achava que tinha jeito para escrever. hoje sinto que não tenho jeito nenhum. As minhas próprias lamechices começaram a irritar, até que tentei deixar de ser assim, comecei a achar os meus desabafos ridículos e “mais do mesmo”. Apesar dos sentimentos ainda estarem muito à flor da pele, eu começo a aborrecer-me, a revoltar-me e até a culpar-me por ainda sentir o que sinto e, de certa forma, ainda esperar por ti. E há alguma coisa que me bloqueia a escrita. Aí pergunto-me se o blog durará muito mais tempo que isto, limito-me a postar textos vazios e imagens. Sinto que a inspiração acabou. Não tenho nada de importante para escrever e o que escrevo parece-me insignificante, sem sentido. Já pensei muitas vezes em não voltar a postar, porque tudo me leva ao lamento que grande parte deste meu 2010 foi por tua causa! Tentando ser mais forte que tudo, a cada dia. Mas subtilmente vou esperando que alguma ideia surja. De certa forma, sinto uma ligação a este blog, confesso!, tudo o que um dia senti por ti, liga-me a este blog, mas não prometo nem garanto nada… siga 2011!
obrigada a todos os que me ouviram, apoiaram, e até que ocuparam algum tempo a ler as minhas publicações, acabaram por tornar melhor o meu 2010 * obrigada!
"Expressar por escrito o amor que temos por outra pessoa, é mais do que uma homenagem, é uma forma de tocar a eternidade."
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Como?
Eu sei como é sentir-se extremamente pequena e insignificante, e isso dói muito, em locais que nós por vezes nem tinhamos consciência que possuíamos antes!
E não importa quantos diferentes cortes modernos de cabelo faças, quantos ginásios te pões a frequentar, quanta roupa nova compras, ou mesmo quantas garrafas de álcool consomes com os teus amigos, porque continuas a ir para a cama todos os dias, relembrando todos os momentos com todos os detalhes! E aí perguntas-te como pudeste entender tudo tão mal, como pudeste pensar que naquele momento eras realmente feliz?
E aí convences-te de que vai vir uma hora em que ele se vai aperceber de uma vez por todas do que fez e vai bater-te à porta, ou talvez não.
E depois de tudo, com o prolongar da situação, pensas em desaparecer, ir para um lugar novo, bem longe e conhecer pessoas que te façam sentir útil de novo, para recompores o teu coração, pedaço a pedaço, ou não, la está.
É impressionante como o que realmente queremos nos afasta sempre da crua realidade, mas só o futuro sabe se um dia tudo muda, resta continuar a sonhar.
E não importa quantos diferentes cortes modernos de cabelo faças, quantos ginásios te pões a frequentar, quanta roupa nova compras, ou mesmo quantas garrafas de álcool consomes com os teus amigos, porque continuas a ir para a cama todos os dias, relembrando todos os momentos com todos os detalhes! E aí perguntas-te como pudeste entender tudo tão mal, como pudeste pensar que naquele momento eras realmente feliz?
E aí convences-te de que vai vir uma hora em que ele se vai aperceber de uma vez por todas do que fez e vai bater-te à porta, ou talvez não.
E depois de tudo, com o prolongar da situação, pensas em desaparecer, ir para um lugar novo, bem longe e conhecer pessoas que te façam sentir útil de novo, para recompores o teu coração, pedaço a pedaço, ou não, la está.
É impressionante como o que realmente queremos nos afasta sempre da crua realidade, mas só o futuro sabe se um dia tudo muda, resta continuar a sonhar.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
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Hoje voltei a ver-te.
Não precisava nada, já que sem te ver, os meus dias correm bem melhor, correm bem!
Agora se ando preocupada se te vejo ou não, vai-se a boa disposição e reina a ânsia e um q.b de raiva à mistura.
Mas hoje eu estava calma, naquele minuto eu não estava à espera, naquela hora nem pensei em ti.
Ainda por cima logo de manhã? Oh, antes fosse ao final do dia, assim podia ir para casa e adormecer numa espécie de sobressalto por um pesadelo qualquer.
Vinhas com aquele teu sorriso, que já nao sei se hei-de tomar como verdadeiro ou não, seja para mim, seja para outra pessoa qualquer.
Não sei, acho que já não tens o mesmo significado, mas são estes momentos que me fazem ter duvidas, e escrever.
Porque ao ver-te, o meu coração apertou-se de tal forma que era capaz de rebentar de ciume e de outras coisas muito pouco boas, infelizmente.
E depois fiquei sem palavras, como se já não ouvisse o que me rodeava, como se naquele momento fosse só eu e tu lá fora a começar o teu novo dia, e a minha vida dependesse disso! E isso faz-me pensar no quanto significas afinal!
Mas não! A minha vida não pode depender destes meros momentos que me fazem questionar o que eu própria sinto, ou penso que sinto e não sei se sinto, enlouqueço! Quero muito que chegue ao fim.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Soraia
Ultimamente não me tem apetecido chegar aqui e escrever, não sei, parece que não sai nada, ou que não há tempo para deixar que saia, está tudo num reboliço. A cabeça, o coração, a vida!
Ao recomeçar agora a escrever apeteceu-me referir-te, apeteceu-me mesmo.
Nos últimos tempos o que mais tenho tentado é ultrapassar medos, fantasmas, incertezas, receios, um passado que não consigo deixar, por nada. Apesar de muitas tentativas serem em vão, outras não o são. E principalmente quando estás lá! Ou porque mandas uma piada, por mais seca que seja, que me faz sempre rir, sempre. Ou porque me fazes ver com a tua forma de estar, dia-a-dia, que nada importa mais do que o nosso bem-estar e o daqueles que nos são mais próximos e de quem gostamos minimamente, e os outros são isso mesmo, os outros. O que importa é nós gostarmos de nós proprios, senão quem vai gostar, não é?
A sério que te tens revelado uma grande ajuda, mesmo sem teres consciência disso, se calhar. Mas só pelo facto de chegares ao pé de mim com um sorriso de orelha a orelha, faz-me ver o dia de outra maneira, parece que não há nada que te deite abaixo, que és forte! E és, és mesmo. A capacidade que tens de sorrir perante tudo, é inigualável. Porém, já vi os teus olhos castanhos embaciados, mas também encarei isso como um sinal de confiança entre tu e eu, depois daquela conversa que tivémos. Uma de muitas já.
Obrigada, obrigada a sério pelos 'levas nas unhas' quando eu digo que tenho medo, tu sabes.
Ao recomeçar agora a escrever apeteceu-me referir-te, apeteceu-me mesmo.
Nos últimos tempos o que mais tenho tentado é ultrapassar medos, fantasmas, incertezas, receios, um passado que não consigo deixar, por nada. Apesar de muitas tentativas serem em vão, outras não o são. E principalmente quando estás lá! Ou porque mandas uma piada, por mais seca que seja, que me faz sempre rir, sempre. Ou porque me fazes ver com a tua forma de estar, dia-a-dia, que nada importa mais do que o nosso bem-estar e o daqueles que nos são mais próximos e de quem gostamos minimamente, e os outros são isso mesmo, os outros. O que importa é nós gostarmos de nós proprios, senão quem vai gostar, não é?
A sério que te tens revelado uma grande ajuda, mesmo sem teres consciência disso, se calhar. Mas só pelo facto de chegares ao pé de mim com um sorriso de orelha a orelha, faz-me ver o dia de outra maneira, parece que não há nada que te deite abaixo, que és forte! E és, és mesmo. A capacidade que tens de sorrir perante tudo, é inigualável. Porém, já vi os teus olhos castanhos embaciados, mas também encarei isso como um sinal de confiança entre tu e eu, depois daquela conversa que tivémos. Uma de muitas já.
Obrigada, obrigada a sério pelos 'levas nas unhas' quando eu digo que tenho medo, tu sabes.
Ah, podes achar lamechas eu estar a escrever isto, eu deixo! :)
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