quarta-feira, 21 de julho de 2010

Há momentos em que nos sentamos no chão do nosso quarto, apagamos as luzes e pomos a dar aquela musica que nos faz pensar e repensar na vida, nas escolhas que fazemos, nos caminhos que seguimos e sobretudo nas pessoas que nos acompanham e naquelas que nos largaram pelo caminho.
E assumindo a minha parte fraca, volto a referir(-te).
Será mesmo que não consigo seguir sem ti, e vou esgotar o que sinto até à ultima gota?
A sério que às vezes apetece-me voltar atrás e não dizer mais nada, não falar, não dar sinal! E até penso que, provavelmente, conseguiria. Mas não faz parte de mim, não é de mim! Eu continuo a falar, continuo a ter medo, continuo a ter dúvidas, continuo a sonhar, continuo a pensar, e a pensar.
Onde irá isto dar? Tenho medo, muito.
Por muito que eu não queira dar importância, ela existe e preocupa-me. Não consigo, não consigo deixar de pensar no que será que fazes quando estás mais do que sessenta minutos sem me dizer nada. no que pensas nos minutos de silêncio das nossas conversas. E tudo isso, traz uma velha vibração ao meu peito, que não me deixa mentir.
Continuas a ser aquele. Aquele em que penso de manhã, a meio da manhã, à tarde, à noite, a sonhar, acordada.
Logicamente, agora há um descomprometimento, o que me leva a supor, mas ao mesmo tempo a não temer, o que poderá acontecer, amanhã.
Mas é também esta situação que me traz vontade de estar contigo, de adivinhar o que se poderá passar ao estarmos juntos, vontade de fazer planos sobre os dias que virão, o que resulta nas saudades que acumulo de ti.
Mas vou deixar-te a ti, e a mim também, viver a vida que são dois dias mal aproveitados.
E o amanhã poderá ser, tanto uma agradável surpresa, como (mais) uma decepção. Mas não me importa, sabes? Importa preparar-me para o que vier, amanhã.
Mas importa mais viver o hoje e, para mim, hoje a única história que vale alguma coisa, é a história que vamos fazendo juntos. “Até amanhã!”

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