terça-feira, 15 de junho de 2010

Só mais uma vez

Eu ja não sei.
Há dias tinha certezas, sorrisos, o coração a pular.
Agora tenho só incertezas que, por momentos, se transformam em ilusões chorosas, que levam o coração a hesitar.
Porque é que voltaste, explicas-me? Eu não precisava ja de ti, ja não. Apenas daqui a uns tempos mais! Quando decidisses voltar com toda a tua sinceridade, consciência e bravura, gravada nesses teus olhos verdes ao sol, que tomarei sempre como meus.
Para ti, pode ser tudo fácil, ou pelo menos parece. Mas para mim não, consegues perceber? Tu gostas do "acho que sim." e do "porquê?", tambem. Porque simplesmente o teu sorriso, a tua voz, o teu jeito e o teu cheiro, ainda vivem dentro de mim, e é de tudo isto que me lembro, a cada manhã, quando me vejo ao espelho e me preparo para mais um dia, perdido e achado pelo "nós". Aí vejo que estou atrasada, olhando para as horas. Desde que te conheci aparece-me o número 22 em todo o lado, e juro que estou a falar a sério, normalmente é sempre nas horas, mas sei lá, parece destino ou seja o que for que lhe chamam.
Mas eu juro. Juro que te imagino comigo para sempre, juro que o sentimento é o mesmo, juro que todos os dias me lembro de ti, de nós. Juro que por mim, ainda és meu.
Tenho saudades tuas, sabes?
Custa-me virar-te as costas, quando do que realmente tenho vontade, é saltar-te nos braços!
Só gostava que um dia destes, numa noite destas férias que agora começam de novo, eu ouvisse o meu telemóvel tocar, e que fosses tu! Dizias que me amas, só mais uma vez, para eu gravar a tua voz no meu ouvido, para sempre.

segunda-feira, 14 de junho de 2010


É incrível como, por vezes, depositamos a maior esperança num final em que ainda acreditamos que pode voltar a ter um (re)começo.
Outras vezes estamos tão descontentes com o final, tão revoltados connosco e com todos, tão incapazes de perdoar, que damos por nós a fazer de tudo para afastarmos esse final de nós, afastando as pessoas e o mundo, no inconsciente. Achamos que é de todo impossível voltar a esse passado, que nada se pode trazer de volta, acreditamos que, se tivermos força de vontade, podemos passar por cima de tudo isso. Choramos por tudo o que perdemos, mas rimos muito mais por tudo o que tivemos; lamentamos o fim, mas orgulhamo-nos muito mais do começo; tentamos esquecer o que daquilo nos magoou, e damos por nós a relembrar o que daquilo mais nos fez feliz.
É irónico como nunca sabemos o que nos espera da vida, e é ainda mais irónico quando as pessoas que voltam para nós, são sempre aquelas que nós expulsamos da nossa vida. Acontece que é da natureza de todos nós tentar esquecer o que nos provoca dor, tentar afastar de nós as recordações que não nos deixam seguir, tentar expulsar da nossa vida as pessoas que nos magoam e desiludem, juntamente com todas as suas memórias.
É realmente surpreendente o facto de que, ao mesmo tempo que tentamos afastar as pessoas e abafar as recordações e fazer-nos de fortes perante o que mais desejamos, também rapidamente nos arrependemos de tais actos.
E foram precisas muitas palavras feias, muitos desatinos, nunca muitas discussões, foram precisas muitas mensagens por enviar, para te arrependeres de tudo o que fizeste. E eu? Apesar de tudo, eu sempre me mantive ao teu lado, sempre me preocupei contigo, sempre permaneci, sempre lutei por este amor e, apesar de tudo, sempre me mostraste e fizeste ver que, o ‘nós’ que exist(iu) foi dos mais lindos do mundo, dos mais sinceros. Fizeste-me ainda ver que por muito tempo que passe, por muitas coisas e pessoas que se metam no nosso caminho, este ‘nós’ não vai ter um fim, nunca. E ao que nos aconteceu já por mais do que uma vez? Eu não lhes chamo de fins, chamo sim de intervalos. Seja como for, mais uma vez, conseguimos relembrar, valorizar e orgulhar tudo o que já passámos, porque nada importa mais do que isso. Olha para nós, olha para tudo o que já passamos, olha para todas as nossas coisas, olha para tudo o que nos une. Consegues imaginar o orgulho que tenho em tudo isso? Cada conversa, cada ‘amo-te’, cada mensagem, cada ciúme, cada mínima coisa tem significado máximo. Tudo isto que digo é sincero, vem do coração, e não o digo apenas por dizer, ou simplesmente por ficar bonito dizê-lo, sabes bem. Não tenho vergonha de dizer que serás sempre das poucas e das melhores pessoas que passaram pela minha vida @

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hoje apetece-me ficar acordada.
Não por lembrar, nem tão pouco por tentar esquecer. mas porque hoje soube-me bem no coração, sentir o vazio do quarto com outra emoção no peito, que não aquela. É bom (...)
Ver que tudo pode mudar, ou melhor, quase tudo, pois o tempo ainda é insuficiente.
Mas ver que, por agora, eu estou bem, e tu estás bem. E que a vida não acaba aqui.
Algo lá fora me leva agora a ver um rumo, lutando pelo que quero, mas ao mesmo tempo, não tenho certezas.
Falta-me algo e, inconscientemente, eu sei que ainda espero.
A noite fecha-se cada vez mais, os meus olhos idem aspas.
Algo me leva novamente a pensar no que passou, mas rapidamente abro os olhos, apenas penso no que irei fazer, amanhã!
Despeço-me com carinho dos meus pensamentos e sussurro ao meu ouvido, "tudo vem a seu tempo".

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