Há dias tinha certezas, sorrisos, o coração a pular.
Agora tenho só incertezas que, por momentos, se transformam em ilusões chorosas, que levam o coração a hesitar.
Porque é que voltaste, explicas-me? Eu não precisava ja de ti, ja não. Apenas daqui a uns tempos mais! Quando decidisses voltar com toda a tua sinceridade, consciência e bravura, gravada nesses teus olhos verdes ao sol, que tomarei sempre como meus.
Para ti, pode ser tudo fácil, ou pelo menos parece. Mas para mim não, consegues perceber? Tu gostas do "acho que sim." e do "porquê?", tambem. Porque simplesmente o teu sorriso, a tua voz, o teu jeito e o teu cheiro, ainda vivem dentro de mim, e é de tudo isto que me lembro, a cada manhã, quando me vejo ao espelho e me preparo para mais um dia, perdido e achado pelo "nós". Aí vejo que estou atrasada, olhando para as horas. Desde que te conheci aparece-me o número 22 em todo o lado, e juro que estou a falar a sério, normalmente é sempre nas horas, mas sei lá, parece destino ou seja o que for que lhe chamam.
Mas eu juro. Juro que te imagino comigo para sempre, juro que o sentimento é o mesmo, juro que todos os dias me lembro de ti, de nós. Juro que por mim, ainda és meu.
Tenho saudades tuas, sabes?
Custa-me virar-te as costas, quando do que realmente tenho vontade, é saltar-te nos braços!
Só gostava que um dia destes, numa noite destas férias que agora começam de novo, eu ouvisse o meu telemóvel tocar, e que fosses tu! Dizias que me amas, só mais uma vez, para eu gravar a tua voz no meu ouvido, para sempre.
