Não percebo, ou não quero perceber, simplesmente.
Ter razões, eu até tenho. Saber o que sinto, eu até sei.
Porém, há sempre questões e porquês (...) E é disso que são feitos certos dias, vazios! Tanto, tanto.
Palavras cheias de nada, pensamentos sem fim e sem fundo, perguntas feitas ao destino, ventos que me afastam das respostas, e tudo o que me ilumina é a luz que me envolve quando fecho os meus olhos cegos da realidade, e voo para um passado que mudo à medida que penso (em ti) e (te) recordo. O som que abafa as conversas banais das pessoas que passam, alerta-me para o mundo quando passo na rua, algo a que chamamos de vida. Vida essa que em dias vazios, parece isso mesmo - vazia.
As horas passam devagar, a respiração falha, o sangue corre lentamente pelas veias fracas de esperança e o coração, desfaz-se.
Inexplicável e impossível de afastar.
Surgem os porquês. Porquê a mim, vida? Vejo-te as costas num acto de desespero em que não sou correspondida nem por ti (...) Nem por "ti".
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2 comentários:
Lindo:)
LIndo, nem tenho palavras
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