quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tu sabes

Sabes que me perdeste para sempre, sabes que me fizeste mal, sabes que não devias ter tomado o silêncio como melhor caminho e, agora, sabes e sentes que já não podes voltar atrás. Na altura, talvez não quisesses saber de mim para nada, mas agora pensas em tudo e chegas até a sentir saudades, digo eu (...) E se calhar, ambos sentimos saudades, das nossas conversas por mensagens, daquelas nossas conversas por chamada pela noite fora, das mentiras que se diziam para estarmos juntos, da chuva, da paragem, das escadas! Porém, é uma saudade que não nos vai trazer nada de volta, nunca mais teremos nem viveremos nada disto, se calhar.
Provavelmente já pensaste em vir ter comigo mas, ou não tiveste coragem, ou foi pela tua tão notável cobardia. no entanto, já falaste e eu não respondi, penso que compreendeste, mesmo querendo dizer o que sentias.
Sabes que quando às vezes me falavas mal, eu sabia que não tinhas noção da forma como o fazias, pois sabes que te conheço! Conheço esse feitio, sei como é quando estás na azia. Assim como tu me conheces a mim. E sabes que, tentava sempre levar as coisas com a minha leveza.
Já lá vai algum tempo desde que nos conhecemos, desde que tudo isto começou. Tivémos coisas boas e coisas más, mas eu sempre quis estar bem contigo!
Porém, nem sempre dá, por muito que o coração queira.
Talvez agora nos perguntemos porque tudo teve que levar este rumo, quando tudo parecia quase perfeito para durar. Como?
Eu nunca percebi, nunca.
Mas tento acreditar que, se aconteceu, foi porque tinha de ser, só.
E enquanto não consigo, penso que podia ter sido tudo diferente (...) E que a culpa foi tua.
Olho para o passado, vejo os bons momentos que passámos, com as lágrimas a cair-me pelo rosto que já não suporto mais dentro de mim.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dias vazios

Não percebo, ou não quero perceber, simplesmente.
Ter razões, eu até tenho. Saber o que sinto, eu até sei.
Porém, há sempre questões e porquês (...) E é disso que são feitos certos dias, vazios! Tanto, tanto.
Palavras cheias de nada, pensamentos sem fim e sem fundo, perguntas feitas ao destino, ventos que me afastam das respostas, e tudo o que me ilumina é a luz que me envolve quando fecho os meus olhos cegos da realidade, e voo para um passado que mudo à medida que penso (em ti) e (te) recordo. O som que abafa as conversas banais das pessoas que passam, alerta-me para o mundo quando passo na rua, algo a que chamamos de vida. Vida essa que em dias vazios, parece isso mesmo - vazia.
As horas passam devagar, a respiração falha, o sangue corre lentamente pelas veias fracas de esperança e o coração, desfaz-se.
Inexplicável e impossível de afastar.
Surgem os porquês. Porquê a mim, vida? Vejo-te as costas num acto de desespero em que não sou correspondida nem por ti (...) Nem por "ti".

domingo, 18 de abril de 2010

Esqueço-me de esquecer-te

Fico a pensar em como éramos quando estávamos juntos, nos nossos corações dizia que era para sempre! Tão apaixonados, estávamos tão envolvidos. Mas quando me olhaste nos olhos da última vez, eu deveria ter falado, ter-te abraçado, para não me sentir sozinha (...) E aí começou tudo de novo.
Lembro-me de todas as palavras que disseste, elas pairam em torno dos meus pensamentos, mas isso não importa para o que eu tento fazer, porque eu continuo a esquecer-me de te esquecer a ti. Todas as coisas que fizémos, do jeito que nos tocávamos. No exacto momento em que eu penso sobre alguém novo, eu continuo a esquecer-me de te esquecer a ti!
Eu devo ser louca ao dizer que éramos perfeitos, e as vezes pergunto-me se valeu a pena, senão como pudeste largar tudo assim?
E mesmo que eu não passe naquele sítio, eu tenho o impulso opressivo de ir lá, de olhá-lo e ver o teu rosto aí novamente. E por muitas voltas que eu dê em meu redor, eu continuo a esquecer-me de te esquecer a ti, a mim, a nós.

sábado, 17 de abril de 2010

Promessas levadas pelo vento


Naquele banco do jardim sentados de mão dada, puxaste-me com jeitinho e eu encostei a cabeça no teu peito. Apeteceu-me chorar. Talvez o meu coração me quisesse avisar que ia ter saudades daquele momento. Mas tentei não ouvir o que ele me dizia. Sentir o teu coração bater, o calor das tuas mãos, o teu cheiro, o nosso amor, isso bastava –(me).
Eu só te queria a ti e, naquele banco do jardim, perguntei-te: Amas-me? Juraste que era para sempre, lembras-te?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ó mar, porquê?

Hoje. Mais um dia em busca de razões, porquês, explicações por sinal (…) Pela primeira vez à tua frente, quase a molhar-me nos teus salgados gritos de liberdade, tentei perguntar-te se sabias porquê. Mas quando olhei no teu horizonte, eu vi que qualquer resposta vai muito além de uma simples pergunta.
Juro que, ao ver-me sozinha, ainda abri a minha boca para perguntar “ ó mar, porquê ? ”. Mas tu apenas me brindaste com uma onda que quase me atingia, mandando a tua suave brisa que me bateu na cara como que a dizer-me que a minha pergunta tinha sido escutada.
Soube bem e, ao mesmo tempo, fez-me ficar a olhar o teu azul profundo durante longos minutos, voltando a questionar-me sobre o destino, o meu destino traiçoeiro.
Uma parte de mim pergunta “ para quê ?”. Sim, eu já te perdi, e agora para sempre! Porque não há perdão que apague o que já vivi e o que vivo, agora. És um caso perdido e, apesar de o sentimento não desaparecer vou ter, obrigatoriamente, de aprender a viver sem ti. Outra parte de mim diz “ sei que não devia, mas o sentimento permanece, é o mesmo “. E é essa parte que me traz todas as recordações, lembranças, palavras, momentos, quando olho para o azul do céu e para o bater das ondas que me trazem de novo o cheiro daquele nosso verão! Aparece uma espécie de esperança, no interior do pensamento, onde tudo parece possível de resolver. No entanto, tenho quase a certeza que se ouvisses isto agora, recusarias as palavras, transformando-nos em nada, levando-me necessariamente a esquecer! Mas o tempo parece que não te leva de mim (…) As horas, despedem-se devagar, vão-se afastando de ficar e aproximam-se de morrer.
Porém, todo este ambiente! O mar, a praia, tudo o que fomos passa agora por mim e pelo meu pensamento (…) É um pedaço da nossa vida que ainda quer sobreviver.
Enquanto tudo isto que sinto durar, por mais que a força não queira, seremos sempre dois a decidir.

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