sábado, 18 de junho de 2011

Destino?

Às vezes acho que estou a sonhar, parece um sonho, igualzinho àqueles que me visitavam todas as noites e me acordavam a esperança. mas eram mesmo isso, sonhos, apenas sonhos.
Já havia assumido que te tinha perdido para sempre, aprendido a viver sem ti, a guardar tudo num baú de recordações, que todos os dias tinha vontade de abrir, mas sempre que te via se fechava, tão forte era a dor.
Mas desde sempre foi uma dor que não me fechou o coração. Nunca saíste. Não sei responder porquê, nunca forcei para que ficasses. Pelo contrário, só queria que saísses. Mas não, não conseguia, por muito que achasse que a porta estava aberta, chegava sempre à conclusão que não, o coração não te deixava nem por nada, como se estivesse à espera de alguma coisa, que eu, conscientemente, já nem punha mais hipótese.
Mas hoje continuo a lutar, posso estar sozinha nisto, mas continuo.
Eu acredito, e isso basta-me. E vou aguentar até não poder mais.
Mas vai correr tudo bem, eu sei, eu sinto, e quero-te muito.
Um dia alguém disse que "é tão bom morrer por amor e voltar a viver!", hoje eu sei e assino por baixo. É realmente bom, mesmo pensando que nunca voltaria a viver e que não só tu, mas também e até o próprio amor, tinha morrido para mim.
Hoje a cumplicidade é enorme, o carinho transborda, as certezas são muitas, são todas, e o futuro é nosso.
Ainda não acredito, mas o tempo encarregar-se-á disso

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