sábado, 23 de abril de 2011

Divagações

Ontem deitei-me a chorar...
Nem sei se por bem ou por mal, mas aliviei e dormi bem. Chorei ao ver duas fotos iguais, com pessoas diferentes, ao ler duas mensagens iguais, vindas de pessoas diferentes, mas chorei apenas por uma, a pessoa que menos merecia que o fizesse por ela, aquela que me fez sofrer mais do que ninguém, e que me fez sentir mais sozinha, mesmo estando rodeada de gente.
Tu, tu que hoje já não significas nem metade do que um dia significaste, tu que te perdes cada dia mais por esse mundo tão complexo para os teus olhos de menino que se pensa um homem, tu que foste uma desilusão tamanha e que pensas sempre em ti primeiro, depois de tanto tempo, ainda me fazes molhar a almofada.
São lembranças, sabes? Suposições de como podia ser hoje se nada tivesse corrido mal, recordações de gestos que hoje fazem falta, sentimentos aos quais, agora, respondo sozinha.
Ainda te lembras de mim? Ainda te lembras das promessas? Ainda te lembras de nós?
Adorava saber.
Mas se hoje chorei, foi por eu, sim, me lembrar.
E se, ao lembrar, choro, ainda que com um sorriso, é porque ainda tens um lugar aqui, e que por muito que eu queira que outra pessoa o ocupe, é muito complicado. Mas vou deixar o tempo correr, os relógios não param, e eu só espero que estejas bem.
Amanhã marcar-se-á outro dia no calendário da vida, e pode ser que uma brisa de verão me traga um doce que preencha o lugar que vais deixando vago em mim, a pouco e pouco.

Cuida de ti, eu nunca me vou esquecer.

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