sábado, 31 de julho de 2010

Incógnita


Muita coisa me mete medo, muita pergunta se instala, muitas suposições pairam na minha cabeça. E é agora, ao nao conseguir dormir, que a noite me acorda e eu me ponho a pensar... em tudo.
Nao me deixes, sim? Ou entao, se for isso que tu queiras, um dia, nao tenhas medo. Se nao te sentires bem, diz-me! Tu nao me perdes por seres sincero ou por me dares a conhecer o que tens vontade de fazer, por muito que isso me custe ou afecte.
Mas nao me deixes, sim?
Eu prefiro que apenas vás, mas que eu fique com a certeza de que aqui, seras sempre uma memória (de um passado feliz) , um sinal (do meu amor e do meu perdão incondicionais) , onde terás um lugar (sempre). Só mais uma coisa, deixas-me dizer que te amo, hoje? E amanhã? E depois de amanhã?
É que tenho vindo a amar-te a cada dia da minha vida, pequenino meu.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Continuar

Hoje acordei com vontade de gritar ao mundo a vontade que tenho de estar contigo.
Não deu, e doeu.
Ainda adormeci com alguma esperança, mas logo depois que acordei e as horas passaram, eu vi que para sorrir só se sonhasse acordada, pois ter-te comigo, não era uma realidade.
Sei lá quando vou voltar a sentir ao menos o teu cheiro perto de mim! Já nem falo do resto…
Não sei se o que ando a permitir que aconteça é o mais certo, mas vou aproveitar aquilo que vai dentro de mim e lutar ate ao extremo da ribanceira do caminho da minha vida que me leva a ti. Já não quero saber, cansei-me de tentar fugir do coração, porque por muito que eu ate lhe queira fugir, a razão e o sentimento unem-se de tal forma que me prendem ao que sinto. Entao vou deixar-me andar, ate onde o destino e a sorte (ou a falta dela) me conduzir.
Vou continuar, podes ate fazer-me chorar outra vez, mas eu sei que vou ficar bem, nem que seja so por fora, afinal, quem é que não consegue esboçar um sorriso (por muito falso que seja)?
Tudo isto, hoje, fez-me ver a falta que me fazes, o quanto representas! E por muitas duvidas que eu por vezes tenha, eu vou continuar! Porque às meras perguntas que às vezes faço a mim própria, como “quem abraçaria eu neste momento?” , “quem gostaria eu de ver sorrir agora aqui, comigo?” , “com quem mais gostaria de partilhar este momento?” , “de quem eu já só queria a mão no meu ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinha, ao seu lado, sem nada dizer?” , a resposta é sempre a mesma (tu) .

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Há momentos em que nos sentamos no chão do nosso quarto, apagamos as luzes e pomos a dar aquela musica que nos faz pensar e repensar na vida, nas escolhas que fazemos, nos caminhos que seguimos e sobretudo nas pessoas que nos acompanham e naquelas que nos largaram pelo caminho.
E assumindo a minha parte fraca, volto a referir(-te).
Será mesmo que não consigo seguir sem ti, e vou esgotar o que sinto até à ultima gota?
A sério que às vezes apetece-me voltar atrás e não dizer mais nada, não falar, não dar sinal! E até penso que, provavelmente, conseguiria. Mas não faz parte de mim, não é de mim! Eu continuo a falar, continuo a ter medo, continuo a ter dúvidas, continuo a sonhar, continuo a pensar, e a pensar.
Onde irá isto dar? Tenho medo, muito.
Por muito que eu não queira dar importância, ela existe e preocupa-me. Não consigo, não consigo deixar de pensar no que será que fazes quando estás mais do que sessenta minutos sem me dizer nada. no que pensas nos minutos de silêncio das nossas conversas. E tudo isso, traz uma velha vibração ao meu peito, que não me deixa mentir.
Continuas a ser aquele. Aquele em que penso de manhã, a meio da manhã, à tarde, à noite, a sonhar, acordada.
Logicamente, agora há um descomprometimento, o que me leva a supor, mas ao mesmo tempo a não temer, o que poderá acontecer, amanhã.
Mas é também esta situação que me traz vontade de estar contigo, de adivinhar o que se poderá passar ao estarmos juntos, vontade de fazer planos sobre os dias que virão, o que resulta nas saudades que acumulo de ti.
Mas vou deixar-te a ti, e a mim também, viver a vida que são dois dias mal aproveitados.
E o amanhã poderá ser, tanto uma agradável surpresa, como (mais) uma decepção. Mas não me importa, sabes? Importa preparar-me para o que vier, amanhã.
Mas importa mais viver o hoje e, para mim, hoje a única história que vale alguma coisa, é a história que vamos fazendo juntos. “Até amanhã!”

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